Feira Grampo dá espaço para zines e publicações independentes em Curitiba

Arte: Marcelo Romero

Arte: Marcelo Romero

A quarta edição da Feira Grampo de Publicações Independentes acontece neste fim de semana em Curitiba. Promovido pela Selva Press, o evento rola no sábado, dia 04/02, a partir das 13h no Atelier SOMA, no centro da cidade.

Segundo os organizadores, a feira será 100% autoral, apresentando zines, pôsteres, impressos, originais e publicações de todos os tipos. Serão mais de cinquenta artistas, coletivos e editoras com seus trabalhos à disposição do público – incluindo a importante Lote 42, de São Paulo.

Estelle Flores, uma das sócias da Selva Press (estúdio independente especializado em impressão risográfica), contou ao Defenestrando que a ideia para o evento surgiu após ela voltar de uma participação na Feira Plana, na capital paulista:

Eu participo de um grupo chamado Zine XXX, que reúne várias minas que fazem zines no Brasil. Elas fizeram uma banquinha na Feira Plana pra disponbilizar só o trampo das mulheres, uma parada bem feminista mesmo. Fui pesquisar sobre o que era a feira, achei massa, fiz um zine em quinze dias e levei pra lá. Quando cheguei na feira, pirei, e eu e o Marcelo (que hoje é meu sócio na Selva) resolvemos que iríamos tentar fazer uma feira legal como aquela em Curitiba.

Primeira edição da Feira Grampo, em abril de 2015. Foto: Igor Romko/Reprodução - Facebook

Primeira edição da Feira Grampo, em abril de 2015. Foto: Igor Romko/Reprodução – Facebook

Na volta, eles organizaram a Feira de Bolso, que aconteceu na Praça de Bolso do Ciclista, quando esta ainda estava em construção. O evento foi um sucesso e a dupla resolveu continuar organizando eventos do tipo. Além da Feira Grampo no Atelier SOMA, a Selva Press também promove a Feira Printa, no Espaço Das Nuvens.

O objetivo foi dar espaço para as pessoas de Curitiba conseguirem vender suas produções. Meu sonho é contribuir para o crescimento desse cenário na cidade, fazer com que mais pessoas conheçam o objeto zine e que artistas descubram essa maneira de vender a sua arte.

Digamos que, para vender a sua arte, você tenha que vender um quadro. E um quadro é muito dificil de vender e comprar. É muito mais fácil você vender cem zines de dez reais do que um quadro de mil reais. Acho que o zine também vem para diminuir o espaço que muitas pessoas colocam entre elas e a arte. Espaços convencionais costumam colocar um gap enorme entre o espectador/consumidor de arte e a própria arte, colocando ela quase que num espaço inatingível para poder valorizá-la. Eu gosto da quebra que uma feira como essa promove, porque ali o artista está sempre disponível, e as coisas que estão ali são acessíveis.

Além criar um espaço mais informal para a venda de arte, a ideia também é poder proporcionar o desenvolvimento dos participantes, que entram em contato com outros trabalhos e artistas e ficam inspirados: “A gente vê uma evolução brutal nos artistas que participam desde as nossas primeiras feiras”, diz Estelle.

A partir de agora, a Grampo deve acontecer duas vezes por ano, assim com a Feira Printa. Esperançosa de ver aumentar a quantidade de de zineiros e artistas participantes, Estelle diz que também tem buscado trazer artistas de outras cidades aos eventos que organiza, fomentando assim o diálogo e o fluxo de trabalhos.

Tem mais informações sobre a Feira Grampo lá na página do evento.

Serviço:
Feira Grampo de Publicações Independentes
Local: Atelier Soma – Rua Brigadeiro Franco, 2137 – Centro – Curitiba
Data: 04 de fevereiro de 2017, sábado, a partir das 13h
Entrada franca

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