Suit & Bones: Gravar o EP “Wasteland” foi um parto, diz vocalista

Foto: Reprodução/Facebook

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Quem viu o show do Suit & Bones em dezembro no John Bull, na abertura para o Medulla, talvez nem tenha desconfiado do processo pelo qual a banda tinha passado ao gravar o EP Wasteland, que era apresentado ao público pela primeira vez naquela ocasião. No primeiro semestre de 2016, o grupo curitibano tinha lançado o belo clipe da música Winter e resolveu continuar produzindo e compondo para não perder o embalo dos lançamentos.

“Todo processo de pré-produção* de um trabalho é feito com calma e costuma ser pensado e estudado. O nosso não foi”, disse, aos risos, o vocalista Cesar Taborda ao Defenestrando. “Tínhamos lançado o clipe de Winter e o meu receio era que ficássemos parados por muito tempo até lançar material novo. O que me fez agilizar bastante o processo de pré-produção.”

“Ao chegar em estúdio, tínhamos apresentado algumas demos ao Gustavo Schirmer, que fez a produção, mixagem e masterização do disco e que vem nos acompanhando desde o primeiro EP, em 2015”, explicou Cesar. “Começamos a gravar e, quando ouvimos o que a gente tinha gravado até então… Não era nada do que a gente queria. E aí, começou um processo de amadurecimento gigantesco para nós.”

A banda precisou refazer o EP quase inteiro dentro do estúdio. “Foram cinco dias na semana indo até tarde da madrugada para escolher o timbre certo para tal coisa na música, por exemplo. Foi, realmente, um parto. Mas, como todo parto, uma hora a coisa há de terminar, e vem a sensação de clareza, de que tudo valeu a pena e não foi nada em vão”, revelou o vocalista.

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No fim, o resultado ficou conforme a banda desejava. Com qualidade artística e técnica, Wasteland indica amadurecimento em relação ao EP de estreia Never Sleeps (de 2015) e mostra uma sonoridade que não fica nada atrás de grandes nomes do indie-pop-rock gringo que encabeçam festivais e arrastam multidões.

Para 2017, o Suit & Bones já prepara dois clipes e algumas novas músicas para um álbum que sairá “em um futuro não tão distante assim”, segundo Cesar. Agora, claro, trabalhando com uma certa calma para evitar o turbilhão que foi a gravação de Wasteland.

Ouça o EP abaixo:

 

*Observação explicativa: no universo da música, a pré-produção de um disco é quando a banda concentra esforços nas canções algum tempo antes (dias, semanas, meses) delas serem gravadas, aparando as arestas e chegando à conclusão consciente de quais trechos, passagens e letras devem ser gravados e quais devem ser descartados. A pré-produção é essencial para que um artista chegue ao estúdio sabendo exatamente o que fazer quando os microfones estiverem ligados e perca o menor tempo possível com a gravação, já que o custo da locação de um estúdio de qualidade costuma ser alto.

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