“Música do Dia”: Canções, álbuns e artistas reunidos em um livro afetivo

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Por quase dois anos, tive a honra e o privilégio de ter um trabalho dos sonhos: criava playlists, resenhava discos e redigia notas sobre acontecimentos musicais dos mais diversos – e ainda era remunerado por isso. Essa loucura acontecia no Power Music Club, um serviço de streaming de música oferecido pela antiga GVT. O site depois mudaria de nome para PMC e, mais tarde, se transformaria no GVT Music, até ser dissolvido quando a GVT foi comprada (e também dissolvida) pela Vivendi, empresa detentora da Vivo.

Nesse período, tive também o privilégio de conviver com o jornalista Alessandro Andreola: detentor de uma bagagem musical invejável, Alessandro escrevia algumas resenhas que fugiam completamente do óbvio e revelavam muitas coisas abaixo da superfície de cada música ou álbum analisado – o que resultava em textos que eram, ao mesmo tempo, altamente informativos e agradáveis de ler.

Foram mais de quatro anos no PMC. Desse período, Alessandro selecionou 96 textos que agora estão reunidos e impressos em Música do Dia: Um Guia Afetivo de Canções, Álbuns e Artistas (Editora Barbante). O livro também conta com 15 ilustrações de Clayton Junior, que já fez animações para a MTV, capas de disco para o incrível selo norte-americano Verve e artes para as não menos incríveis revistas The New Yorker e Monocle.

Uma das ilustrações de Clayton Jr para Música do Dia

Uma das ilustrações de Clayton Jr para Música do Dia

Haverá um evento de lançamento afetivo de Música do Dia nesta quinta-feira, 23/02, às 19h na Itiban Comic Shop, com direito a um bate-papo sobre o livro com Alessandro Andreola e Clayton Junior. Para servir de estímulo à sua presença, segue um trecho da primeira crônica do livro, que é sobre a clássica Stay, do Oingo Boingo:

No meu tempo, o Oingo Boingo era banda de surfista. E, para um moleque criado com as memórias do seriado Armação Ilimitada, isso era sinônimo de coisas “radicais” (para ficar em um termo que, na época, não parecia tão bobo). Nesse espírito, em 1989, a trupe liderada por Danny Elfman era presença constante nas rádios brasileiras e sua música conquistou toda uma geração de adolescentes. Para nós, parecia que o Oingo Boingo era a maior banda do mundo — só que, claro, ela não era.

O Boingo foi o típico caso de grupo que fez mais sucesso no Brasil do que no resto do mundo. Fora Weird Science, que só virou hit por estar na trilha do filme de mesmo nome (no Brasil, Mulher Nota 1000), ele nunca frequentou o primeiro time do pop gringo. Mas aqui foi outra história.

A banda já tinha seus seguidores, porém o verdadeiro estouro se deu quando a telenovela Top Model utilizou Stay como a canção-tema da rapaziada praieira da trama. Não era uma música nova: ela havia sido originalmente lançada no álbum Dead Man’s Party, de 1985. Graças à novela, Stay se tornou um hit tardio, que inclusive batizou uma coletânea feita exclusivamente para o mercado brasileiro — a capa trazia o desenho de um esqueleto em cima de uma prancha de surfe, em um claro exemplo de como a mídia enxergava a estética do rock.

Tem um evento no Facebook no qual você pode confirmar sua presença.

Serviço:
Lançamento e bate-papo sobre o livro “Música do Dia”, com o autor Alessandro Andreola e o ilustrador Clayton Junior
Local: Itiban Comic Shop – Avenida Silva Jardim, 845 – Centro – Curitiba (PR)
Data: 23 de fevereiro de 2017, às 19h

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