Categoria: Músicas

Laura Petit lança “Quando à Noite”, primeiro single do disco novo

Foto: Dino Bacciotti / Divulgação

Este mês de março está uma loucura. Tem gente de Curitiba lançando coisas o tempo todo (é só dar uma olhada nos últimos posts aqui do blog), e quem acaba de entrar no meio dessa festa é a cantora Laura Petit. Na última sexta-feira, 17/03, Laura soltou a música Quando à Noite, primeiro single de Monstera Deliciosa, seu próximo álbum.

Mesmo sem um currículo de shows muito extenso, Laura Petit já desfruta de uma projeção bem interessante em meio ao cenário das singers/songwriters – vale lembrar que o lançamento do EP Manacá Dente Saudade encheu o Teatro Paiol em 2015 – o que, claramente, está ligado à qualidade técnica e artística de seu trabalho. A malemolente Quando à Noite é um belo exemplo dessa qualidade.

O álbum Monstera Deliciosa foi produzido e gravado ao longo de dois meses no Rio de Janeiro e parece bastante promissor, a ver por essa canção inicial. Segundo a cantora, o disco deve sair em breve, breve, e, enquanto isso não acontece, você pode ir se deliciando com essa belezinha que é Quando à Noite:

Envie seu som e sua ideia de post ou sugestão de pauta para defenestrandoblog@gmail.com

Bananeira Brass Band lança primeiro single, e é uma porrada

Foto: Caro Pisco / Reprodução Facebook

FÚRIA! Não, não estamos falando da torcida organizada do Paraná Clube. A questão aqui é o single de estreia da Bananeira Brass Band, pesadíssima banda de metais que vem, aos poucos, construindo um belo caminho musical. Saindo de Curitiba, o combo tem tudo para aproveitar o peso de sua formação com cinco metais e bateria para extravasar os limites da cidade e chegar ao rolê nacional e internacional.

Já vi um ou dois shows dos caras e a energia em cima do palco é intensa; faltava só alguma música gravada para quem quisesse ouvir em casa no dia seguinte, quando alguma melodia metalística estivesse grudada na cabeça repetindo sem parar. Pois, aqui está Fúria, e a faixa dá uma boa ideia do que o grupo ainda tem por apresentar. Formado por músicos com boa experiência, a Bananeira meio que já nasce grande e sólida.

Difícil não fazer a associação com o Hypnotic Brass Ensemble, mas há mais uma porrada de influências aí que fazem da Bananeira Brass Band um som completamente imperdível para quem curte músicas com metais. Então dê o play, logo:

Envie seu som e sua ideia de post ou sugestão de pauta para defenestrandoblog@gmail.com

Beer, seus trampos e um certo pessimismo

Foto: Lyrian Oliveira – Studio Tenda

Willian Pelacini, bem mais conhecido nos bares da cidade como Beer, tem lá o seu modo de ver as coisas. Beer, que não é o cara mais otimista do pedaço, lançou, no comecinho de março, o single Porque És Una Mierda.

“Não sei para onde está indo o meu estilo de composição”, escreveu ele no Facebook ao lançar a nova música. “Mas estou feliz por estar buscando um som sempre diferente do normal. Esta música se chama Porque És Una Mierda em função da vida ser realmente uma merda e de, a cada dia, eu me certificar mais disso. A produção foi feita pelo grande Barkley Louis no estúdio Caveira Furada e esta é a canção que abre meu novo álbum, que vai de vento em popa.” Ouça:

Porque És Una Mierda foi lançada pelo selo Caveira Furada Records. Mas Beer tem seu próprio selo: o Super Trampo Records. O músico entrou em contato com o blog para divulgar esse trabalho e eu pedi mais informações sobre o selo e outras coisas que ele já fez nas quebradas musicais até aqui. Beer respondeu com um resumo breve e bem detalhado, que mostra como a intensidade da vida dele se mistura com as próprias composições.

Deixo, abaixo, as palavras do rapaz:

Com 18 anos, eu já estava montando o Repossíveis. Gravamos um EP em 2010 chamado Vou beber até o fim e, em 2014, lançamos nosso álbum Oficina Vazia, Cabeça do Diabo, que eu considero algo que talvez eu só tenha conseguido fazer naquele momento da minha vida: as músicas eram pesadas, com letras que eram às vezes simples, às vezes absurdas. É um misto de emoções. Quando o Repossíveis deu um tempo, eu me dediquei a outros projetos, como as minhas músicas solo e também ao Renegados do Folk. No meu primeiro EP solo, chamado Epifania, eu mudei um pouco o estilo de composição, mas também nessa época eu passei por um internamento por dependência química. As músicas desse EP foram compostas por mim e por um brother que eu conheci lá dentro chamado Cristiano Rodolfo, e algumas músicas também foram compostas depois. Nunca mais tive contato com esse maluco, que, ao meu ver, tinha muito talento.

Quando saí, conheci o músico Gege Valentino, uma figura ímpar desse cenário e nós viramos amigos logo. Ele me apresentou aos integrantes da banda Pinéia e, aí, montei os Renegados do Folk, me juntei à Andressa Novak, ao Chacal Freak e ao Fel Andreoli pra tocar as músicas que o Gege fazia. Nós tocamos bastante por Curitiba e, em 2015, lançamos o EP Sobre Cavalos, Carroças e Pessoas. Meu último trabalho foi meu disco solo chamado Sub Existência, que gravei de forma caseira, assim como o Epifania. Nesse meio tempo, criei o selo Super Trampo Records, uma espécie de base para futuros lançamentos. Em parceria com a Ana Sato, lancei meu disco e também alguns clipes que nós produzimos, e também tivemos a oportunidade de lançar o disco de comemoração dos 15 anos da banda Repúdiyo no final de 2016.

Pra mim, todos os meus trabalhos têm um significado dentro dos acontecimentos que se seguiram na minha vida, mas o Sub Existência eu acredito ser o que mais me ilustra. Por meio dele, é fácil entender o que se passa na minha cabeça. E a timbragem saiu do jeito que mais me agradou até agora, algo sujo e pesado, repleto de lembranças em todas as músicas e que, a cada dia que eu ouço, me parece um pouco diferente conforme o tempo passa.

Marrakesh regrava “Canto de Ossanha” em versão psicodélica

Marrakesh - Gianfranco Briceño/Divulgação

Marrakesh – Gianfranco Briceño/Divulgação

A Marrakesh é uma das poucas bandas cuja evolução eu pude acompanhar de perto nesses dois anos em que o Defenestrando esteve desativado. Shows cada vez mais maduros e sólidos dão o tom de um quinteto que vai perdendo o medo de mergulhar mais fundo na psicodelia. Em 2016, eles lançaram o EP Vassiliki, um compilado com quatro faixas altamente recomendáveis que apareceu na lista de melhores do ano da música paranaense no site A Escotilha.

Os caras acabam de lançar uma versão para Canto de Ossanha, a clássica pedrada de Baden Powell e Vinicius de Moraes. A canção original está no disco Os Afro-Sambas, de 1966, e, bom, você provavelmente deve conhecê-la.

A gravação do Marrakesh está bastante psicodélica e ácida. É como se o primeiro Canto de Ossanha fosse só um ponto de partida muito cru e inicial para a criação de algo completamente diferente. Ou é como se alguns ETs viessem à Terra e resolvessem fazer um cover de um clássico da música brasileira. À sua própria maneira.

Tem uma matéria no IdeaFixa com mais informações. Lá diz que a banda planeja um álbum para maio deste ano e, se for isso mesmo, todos esses synths da versão de Canto de Ossanha podem ser uma boa pista dos rumos que o Marrakesh está tomando e do que está vindo por aí.

Ouça: