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Audac volta com som ensolarado: veja o clipe de “Hollanda”

Audac – Foto: Reprodução / Facebook

Depois de algum tempo sem novidades, o Audac está com música e clipe inéditos: Hollanda é a nova canção do grupo. Passados alguns anos desde que o conjunto ganhou alguma projeção em 2013 com uma vibe meio sombria, a banda retorna com um som bem mais ensolarado – confira no fim do post.

Hollanda é uma homenagem a Orlandina, a vó da vocalista Alyssa Aquino. “Ela não gostava desse nome e mudou para Hollanda. Dona Hollanda. Ela faleceu em 2015 e essa música é para ela”, contou Alyssa ao Defenestrando.

O clipe também vem carregado de lembranças, já que as imagens em super-8 foram feitas por Clésius Aquino (pai de Alyssa), provavelmente, no fim da década de 70 ou início da década 80. O vídeo mostra uma Curitiba nostálgica, bem como cenas de uma viagem pela rota de trem entre Paranaguá, Antonina e a capital.

Atualmente, o Audac é Alyssa e Matheus Reinert. Em Hollanda, há a participação especial de Yan Lemos e do produtor BRZLN AIR. Novas músicas estão nascendo e o Audac deve lançar mais material ainda neste ano. Enquanto isso não acontece, curta o som e o clipe lançados no último sábado, dia 15/07:

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“A Dor dos Outros”: Confira o primeiro single de Diego Perin

Diego Perin já passou por várias grupos de Curitiba – entre eles, a Banda Gentileza, na qual tocou baixo por mais de uma década. Passado um ano desde o fim da Gentileza, Diego lança seu primeiro trabalho solo: A Dor dos Outros é o single que marca o DEBUT sob o seu próprio nome.

Lançada nesta quarta-feira, dia 19/07, A Dor dos Outros acompanha um clipe produzido por ele e por Luana Angreves, além da participação de vários amigos. Sobre arriscar o primeiro lançamento de sua autoria, Diego contou ao blog:

Minha carreira começou e se desenvolveu a partir de composições de outras pessoas. Não que durante todos esses anos não houvesse tentativas de compor algo meu, mas todas incompletas. Até me acostumei com isso. Quando caiu a ficha do fim da Banda Gentileza, eu só tinha um pensamento: “Ou você se coça, ou se aposenta”. A decisão foi fácil. Sorte minha que, nessa trajetória, acumulei grandes amigos que me ajudaram a dar o pontapé inicial. O time, até agora, conta com o Vinicius Nisi, João Taborda e o Lucas Ajuz; encabeçados pelo já lendário Rodrigo Lemos que assina a produção e toca de tudo nessas duas primeiras faixas.

Diego adiantou que já há outra música vindo por aí: Salto deve ser lançada em agosto. E o plano é lançar um álbum completo no primeiro semestre de 2018. Sem uma banda de acompanhamento formada por enquanto, Diego ainda não promete shows de suas músicas para um futuro próximo – mas você poderá encontrá-lo no palco tocando baixo ao lado de Estrela Leminski e Téo Ruiz, que logo chegam com novidades por aí.

Confira A Dor dos Outros:

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Voz e violão com capricho e solidão: conheça Vitor Só

Foto: Divulgação / HAIstudio

Um nome que apreciadores do estilo voz-e-violão precisam ficar ligados: Vitor Só. O curitibano ainda é meio desconhecido no cenário (apesar de sua fanpage no Facebook já ter mais fãs do que a do Defenestrando, hehehe) e, por enquanto, tem apenas uma música lançada oficialmente: À Solidão.

Eu não conhecia o trabalho do Vitor, até que ele enviou essa única canção para o Defenestrando (e-mail: defenestrandoblog@gmail.com). Ouvi com semanas de atraso e… que belíssima surpresa. À Solidão é um ótimo cartão de visita para mostrar o que o rapaz consegue fazer com sua voz quase sussurrada e seus dedilhados precisos, numa mistura que passeia com algum conforto entre as influências de João Gilberto e as canções de apartamento de Cícero.

A faixa foi lançada no começo do ano, e Vitor avisa que pretende lançar um EP quando for possível. Enquanto isso não acontece, fique com essa belezinha que é À Solidão – preste atenção na letra:

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Marrakesh regrava “Canto de Ossanha” em versão psicodélica

Marrakesh - Gianfranco Briceño/Divulgação

Marrakesh – Gianfranco Briceño/Divulgação

A Marrakesh é uma das poucas bandas cuja evolução eu pude acompanhar de perto nesses dois anos em que o Defenestrando esteve desativado. Shows cada vez mais maduros e sólidos dão o tom de um quinteto que vai perdendo o medo de mergulhar mais fundo na psicodelia. Em 2016, eles lançaram o EP Vassiliki, um compilado com quatro faixas altamente recomendáveis que apareceu na lista de melhores do ano da música paranaense no site A Escotilha.

Os caras acabam de lançar uma versão para Canto de Ossanha, a clássica pedrada de Baden Powell e Vinicius de Moraes. A canção original está no disco Os Afro-Sambas, de 1966, e, bom, você provavelmente deve conhecê-la.

A gravação do Marrakesh está bastante psicodélica e ácida. É como se o primeiro Canto de Ossanha fosse só um ponto de partida muito cru e inicial para a criação de algo completamente diferente. Ou é como se alguns ETs viessem à Terra e resolvessem fazer um cover de um clássico da música brasileira. À sua própria maneira.

Tem uma matéria no IdeaFixa com mais informações. Lá diz que a banda planeja um álbum para maio deste ano e, se for isso mesmo, todos esses synths da versão de Canto de Ossanha podem ser uma boa pista dos rumos que o Marrakesh está tomando e do que está vindo por aí.

Ouça: